Andamos mimados demais!

Se o outro não veio, é porque não se importa com você. 

Se veio e foi embora cedo, é porque achou sua festa chata.

Se não respondeu logo sua mensagem, é porque está te evitando.

Se não quer mais sair com você, é porque quer te ferir.

Se não te convidou para algo, é porque quer te atingir…

Socorro!

Como nos tornamos tão autocentrados?

E o pior… sofremos muito por isso.

Só enxergamos a nós mesmos.

Nem consideramos a possibilidade do outro existir.

De ter motivos que desconhecemos para agir dessa ou daquela maneira.

Acreditamos, como crianças, que tudo gira ao nosso redor.

Nos colocamos no centro do Universo e decidimos que tudo que o outro faz está focado em nós.

Cegos que estamos, criamos cenários imaginários, com um ponto em comum: “Nós somos as vítimas e o outro… é nosso algoz.”

Sofremos.

Destruímos relações que tinham tudo para se desenvolver.

Caluniamos pessoas.

Contamos histórias distorcidas.

Deixamos um rastro de destruição atrás de nós.

Precisamos acordar.

Parar de interpretar a vida a partir de nossa cegueira.

Olhe para o outro.

TEM ALGUÉM LÁ!…

Com seus desafios, suas feridas, suas dores, com suas forças e fragilidades, com suas limitações

Alguém como você.

Tentando fazer o melhor que pode.

Se o melhor do outro fica muito aquém da sua necessidade, você pode se afastar.

Você tem TODO O DIREITO de escolher não conviver com alguém, se sente que aquela relação lhe é nociva.

Mas isso NÃO DÁ a você o direito de responsabilizar o outro por não ter correspondido às suas expectativas.

Tampouco isenta você de viver as consequências da sua incapacidade de enxergar para além do seu próprio umbigo (é isso que você faz quando cria expectativas: tenta encaixar o outro no papel que lhe atribuiu e depois o crucifica por ter falhado nisso).

Ouça.

Fique atento para evitar essas armadilhas, se quiser preservar suas relações.

Não julgue.

Não acuse.

Não cobre.

Não condene.

Saiba: o território do outro é um espaço sagrado ao qual você não tem acesso.

– Patricia Gebrim